Mostra Documental: Auto para S.João Baptista



Ao longo de um processo de investigação muitos são os documentos, nas suas diversas formas, com os quais nos cruzamos e que nos ajudam a entender um caminho. Olhamos para eles como uma paleta de cores. Temos, por exemplo, o branco e o preto, que separadamente são cores objectivas, mas que unidas nos levam a entrar nas zonas cinzentas. E é essa zona cinzenta que partilhamos convosco. O que leva à feitura do Auto de S.João em 1936 nas Festas de S.João de Braga? Que cidade era esta? Que país era este? E o que é que tudo isto nos diz 80 anos passados? Talvez este olhar mais demorada possa intervir diretamente na criação de uma história futura na medida em que desestabilizamos o presente encenando um passado.
Ao pegar num documento, restaurando-o e dando-lhe novamente uma existência quotidiana, procedemos a uma inevitável re-interpretação e distorção do entendimento dele. O “Arquivo” é em si uma operação de poder. Quem decide o que é arquivado? E como é arquivado? Tudo isto pode gerar inclusive questionamentos sobre os critérios de verdade. Nesta Mostra Documental, reunimos parte dos documentos mais marcantes para nós ao longo deste processo de investigação em torno de um Auto, de uma cidade, de um país e do seu TEATRO.

 
Coordenação Confederação – colectivo de investigação teatral
Co-produção Associação de Festas de S.João de Braga
Apoio à Investigação Ana Macedo, Catarina Miranda Basso, Fernando Pinheiro, Rui Ferreira
Design Maria João Macedo Cartaz Von Calhau Video Ricardo Soares Direcção de Produção Rosário Melo Apoios Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, Cinemateca Portuguesa Mecenas ABB Agradecimento Biblioteca do Teatro Nacional Dona Maria II, Cinemateca Portuguesa/ANIM (Teresa Borges e Sara Moreira), Fundação Mario Soares (Isabel Moura), Paula Braga (TNJS), Museu Nacional do Teatro (Isabel Cartaxo), Maria do Carmo Piçarra, Miguel Bandeira... ao longo de todo este processo, são infinitas as conversas, por tal os Agradecimento aqui nomeados são necessáriamente lacunares.