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Sinopse: Do Lat.sypnose <Gr.synopsis> syn, juntamente + ópsis, visão
s.f., epitome; síntese; resumo; resenha; sumário, quadro esquemático

 

Estreia

Junho de 2008 às 21h30, Auditório do Balleteatro (Porto)

Dramaturgia e Encenação · Miguel Ramos

Realização · César Pedro & Miguel Ramos

Interpretação · Angelo Correia (Encenador), Henrique Cachetas (Bode), Tiago Rito (Gatinho)...

Espaço Cénico · César Pedro, Miguel Ramos

Operação de vídeo · César Pedro

Figurinos · Balleteatro

Mestre Costureira · Aurora Santos

Design · Maria João Macedo & Isabel Duarte

Desenho de Luz · Tulio Pezzoni

Design de som · dEEP DJOE

Tradução de conteúdos a partir do português · Teresa Andrade

Produção · César Pedro, Miguel Ramos

Co-produção · Balleteatro

Duração aprox · 55min

Classificação étaria · ≥6 

Apoios e agradecimentos · Né Barros, O Teatrão, Helena Maria Ribeiro

 


Mui breve apontamento introdutória
pensando em Brás Cubas, por Miguel Ramos


Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim. Suposto o uso vulgar seja pelo principio, duas considerações me levaram a adoptar diferente método. A primeira é que eu não sou própriamente um escritor, para quem as letras são o lençol com que se tapa. A segunda, é que o escrito ficaria assim mais galante, suplantando os erros da primeira. Se assim não acontecer, peço desculpa ao leitor, e espero, espectador próximo de uma possivel “Conferência”. Dito isto, vejo a “Conferência” nascer para o mundo no dia 7 de Maio de 2009.

Com efeito, um dia de manhã , estando a passear pelos campos do verde Minho, pendurou-se-me uma ideia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, entrou a bracejar, a pernear, a fazer as mais arrojadas cabriolas que é possivel crer. E eu deixei-me estar a contemplá-la... o que por agora importa saber, e que me conste, já vários antes de mim relataram o seu próprio delirio mental, e eu faço-o agora mesmo. Caso não esteja interessado vá directo à ficha técnica. Não fico de maneira alguma chateado. De uma certa forma até compreendo. Eu mesmo creio não mais relêr este texto após escrito.

Nada aqui é o que parece. Ou na realidade, é. É porque existe, mas aí sobrepomos a existência à intenção. A mentira sobre a mentira. O que matemáticamente falando me irá dar uma verdade. E aí está! Isto é uma “Conferência” de verdade.

Como chegamos a esta conclusão mais breve do que eu esperaria, passo - e vejam agora com que destreza e arte faço tal transição - para considerações bem mais sérias...

...ooefj93’4t oi9 ‘«9e... rência surge no decorrer de várias horas de conversas circunstânciais e felizes acasos. Diversas disciplinas encontram aqui um porto de chegada temporário. Um caminho de reflexões sobre o que aqui nos trás e o que de aqui nos leva, o que fazemos com tudo isso. Serve o mote para um possivel encontro com o público. Que o poderá ser, se o fôr, somente por esta noite, ou por várias se assim o desejar. Público somos quase sempre, e actores..., espero que menos vezes. O que mais me infurece é quando somos o público do nosso próprio espectáculo. Vivemos as nossas vidas, fazemos seja o que fôr e depois dormimos. Termino imediatamente.

Termino ainda que algum leitor circunspecto, me detenha para perguntar se o texto até agora escrito é apenas uma sensaboria com ares de rétorica. Mas eu lhe digo que não! Creia-me. Passemos ao nosso encontro.

Bem-vindos

 

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